Sábado, 7 de Março de 2009

Amizade

Mote

O que seria de nós
Neste mundo cruel
Se a Amizade não tivesse
Um importante papel?

Voltas

Sem um Amigo fiel
Em quem possamos confiar
Teríamos uma vida fria
Fria como o luar.

Quando temos um Amigo
Nada nos pode faltar:
Alegria, Respeito e Amor
Não paramos de sonhar.

Com um Amigo é possível:
Voar alto e ser feliz
Com um Amigo é possível
Recordar tudo o que fiz.

Quando irreversível
A vida parece andar
Lá está o nosso Amigo
Pronto para nos ajudar.

A Amizade é tudo na vida
É como uma luz colorida
Que ilumina o coração
E dá brilho à paixão.

Poema colectivo da turma do 8ºA

A Estrela Que Eu Roubei da Lua ....

Um dia fui à lua
Que é muito branca e nua,
Apanhar uma estrela da cor do sol
Que girava como um girassol.

Brilhava tanto a minha estrela
E ria-se muito para mim.
Eu trouxe-a para minha casa
Ela chamou-me de ruim!

Ela chorava todo o dia
E eu, para a consolar,
Queria com ela brincar.

Mas não tive alternativa!
Tive de a levar para a rua
Onde fugiu em direcção à lua.

Diana Sousa, 8ºA

Poesia

Poesia
completa qualquer filosofia.
Com poesia tudo se
cria.
Com poesia a Terra
gira.
Sem poesia a Terra
é fria.
Sem poesia vivemos
num mundo de
solidão.
Com poesia completa-se
a canção do
que se sente no
coração.
A poesia é a luz
que me guia.

Soraia Ferreira, 8º A

Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

O Rato e a Rolha

O rato roeu uma rolha
Roeu, roeu, roeu, e roeu
A rolha inteira ficou roída
E o rato com dor de barriga

Paula Bessa, 8ºA

Quando eu...


Quando eu crescer,
Tudo vai ser moderno.

Nem livro,
Nem estojo,
Nem caderno.
Não vai haver papel,
Somente,
Computadores da Intel.

Quando eu crescer,
Tudo vai mudar
Menos eu.

As pessoas não se vão espantar,
Nem ninguém se vai lembrar,

Que antigamente,
No passado,
Todos usavam papel
Como eu.


Luís Carlos Paiva, 8º A

Amor

Com amor se faz a paz e desfaz o ódio.
Com amor se constrói um sentimento.
Com amor se encontra a alegria e o desespero.
Com amor se escrevem os poemas.

Com amor se abre o coração. Com amor se traz a paixão.
Salpicam-se os corações, abrem-se os portões.
Os olhos brilham reluzentes de felicidade
Em toda a gente o desejo de dizer a verdade.

As palavras de amor estão escondidas no coração
Ansiosas por serem libertadas pela paixão
Dentro de uma caixinha encontra-se a razão.

O amor avança e recua, é esta a razão.
Descobre a emoção, mergulha fundo…
É o teu melhor amigo, está sempre contigo.


Diana Dias e Diana Sousa, 8º A

Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Tradições de Natal

Há várias tradições de Natal.
A árvore de Natal cheia de bolinhas, estrelas, laços, fitas e luzes, simboliza a vinda de Jesus. O presépio constituído pelas várias figuras – o Menino Jesus, a Virgem Maria e José, os três Reis Magos, Baltazar, Gaspar e Belchior – foi criado no século XVII por S. Francisco de Assis. As pessoas colocam sapatinhos ou meias junto à lareira ou na janela para encherem de presentes.
Nesta época, todos se cumprimentam e fazem votos de "Feliz Natal" ou "Um Natal cheio de Paz e Amor". O primeiro cartão de Natal surgiu no século XIX, em Inglaterra.
O tocar dos sinos simboliza a alegria pelo nascimento de Jesus Cristo.
No Natal … nasceu Jesus!

Sancho Coelho, 9º A

Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

As Mãos


Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

Manuel Alegre

Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Um Poema


Não tenhas medo, ouve:
É um poema
Um misto de oração e de feitiço...
Sem qualquer compromisso,
Ouve-o atentamente,
De coração lavado.
Poderás decorá-lo
E rezá-lo
Ao deitar
Ao levantar,
Ou nas restantes horas de tristeza.
Na segura certeza
De que mal não te faz.
E pode acontecer que te dê paz...

Miguel Torga, Diário XIII

Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Lenda dos Tripeiros


No ano de 1415, construíam-se nas margens do Douro as naus e os barcos que haveriam de levar os portugueses à conquista de Ceuta e à epopeia dos Descobrimentos. A razão deste empreendimento era secreta e nos estaleiros os palpites eram muitos e variados: uns diziam que as embarcações eram destinadas a transportar a Infanta D. Helena a Inglaterra, onde se casaria; outros diziam que era para levar El-Rei D. João I a Jerusalém para visitar o Santo Sepulcro. Mas havia ainda quem afirmasse a pés juntos que a armada se destinava a conduzir os Infantes D. Pedro e D. Henrique a Nápoles para ali se casarem...
Foi então que o Infante D. Henrique apareceu inesperadamente no Porto para verificar o andamento dos trabalhos e, embora satisfeito com o esforço despendido, achou que se poderia fazer ainda mais. E o Infante confidenciou ao mestre Vaz, o fiel encarregado da construção, as verdadeiras e secretas razões que estavam na sua origem: a conquista de Ceuta. Pediu ao mestre e aos seus homens mais empenho e sacrifícios, ao que mestre Vaz lhe assegurou que fariam para o infante o mesmo que tinham feito cerca de trinta anos atrás aquando da guerra com Castela: dariam toda a carne da cidade e comeriam apenas as tripas. Este sacrifício tinha-lhes valido mesmo a alcunha de "tripeiros". Comovido, o infante D. Henrique disse-lhe então que esse nome de "tripeiros" era uma verdadeira honra para o povo do Porto. A História de Portugal registou mais este sacrifício invulgar dos heróicos "tripeiros" que contribuiu para que a grande frota do Infante D. Henrique, com vinte naus e sete galés, partisse a caminho da conquista de Ceuta.